Como salvar empresas pós-coronavírus com o Balanced Scorecard

Ser gestor é muito mais do que utilizar camisas da Dudalina e relógios da Tommy Hilfiger. Agora, mais do que nunca, ser gestor é pensar de forma sistêmica e estratégica, saindo do Status Quo e ampliando o seu mindset profissional com ferramentas de gestão ágeis.

O Balanced Scorecard (BSC) é uma ferramenta utilizada desde o início da década de 90, e foi desenvolvida através de um vasto estudo em milhares de empresas em todo o mundo, que identificou quais as principais problemáticas nas organizações.

Foram identificadas as 4 principais áreas que mais sofrem com a falta de um olhar profissionalizado nas empresas:

  1. Estruturação dos Processos Internos
  2. Monitoramento Financeiro
  3. Atenção ao Cliente
  4. Aprendizado e Desenvolvimento dos Colaboradores

A seguir um briefing de cada área do Balanced Scorecard (BSC):

  1. Estruturação dos Processos Internos
    Várias empresas em todo o mundo crescem no modelo gerencial por “espasmo”. Vivem de reações. Não possuem nenhum tipo de planejamento. Chamamos esse tipo de empresa de Organizações Táticas. Assim como o Corpo de Bombeiros, essas empresas e seus gestores vivem para apagar incêndios processuais.
    Os gestores precisam ter uma visão externa dos seus processos. Ferramentas como o Diagrama de Ishikawa, auxiliam os gestores a identificarem a causa dos gargalos em seus processos. As organizações que possuem um canal de comunicação interno minimamente efetivo, também terão uma vantagem competitiva na solução dos seus processos internos.
    As organizações que realmente pretendem serem estratégicas, podem utilizar o 5W2H + PDCA em seus processo.
  2. Monitoramento Financeiro
    Budget, você sabe o que é? Pois é, vários gestores não realizam nenhuma planejamento dos “investimento” que realizam nas suas empresas. Simplesmente gastam. Seja na expansão do seu CD, na modernização do maquinário, na contratação de pessoal, no aumento do mix de produtos, no empréstimos para capital de giro e outros.
    Um bom gestor precisa ter na cabeça o cálculo de ROI. Mais na frente, precisará conhecer nosso bom e querido amigo Payback. Investimento sem planejamento matemático, é sorte. E o gestor que vive de sorte está fadado ao fracasso no médio e longo prazo.
  3. Atenção ao Cliente
    Esse é a área mais sofrida nas empresas com relacionamento B2C no Brasil. Em sua grande maioria, as empresas fazem o que elas querem fazer, e não o que o cliente anseia receber. Façamos uma análise rápida. Você tem 15 segundos para pensar em três estabelecimentos comerciais que superaram (positivamente) suas expectativas, em relação ao atendimento. Difícil, né? Não se preocupe, normalmente as pessoas demoram de 20 a 30 segundos para lembrar de um único local que prestou um bom atendimento comercial.
    Existe um conceito na administração contemporânea chamado Customer Experience. Com essa ferramenta, os gestores podem analisar a interação dos seus Leads e/ou Cliente ao longo de sua jornada de relacionamento/compra com a sua empresa.
    Parece simples, mais requer técnicas e diretrizes bem definidas, para que o tiro não saia pela culatra. É necessário ter um conhecimento profundo do seu público alvo (Avatara), e entender quais são os melhores canais de relacionamento e de fornecimento do seu modelo de negócio. Além disso, será necessário monitorar cuidadosamente os KPIs tocantes a satisfação do cliente.
  4. Aprendizado e Desenvolvimento
    Quando foi a última vez que sua empresa aplicou um Questionário de Qualidade de Vida do Trabalho (QVT)? O que ela fez com os dados coletados? Fez um Grooming eficiente? Gerou um plano de ação estratégico utilizando do gráfico de Burndown Chart?
    Fazer pesquisas para atender as normas da ISO 9001 é fácil. Difícil é ter habilidades para analisar todos os “Xs” marcados.
    Poucas empresas possuem um departamento de RH. Normalmente o “RH” está junto e misturado com o Departamento Pessoal. Então, como pensar no Aprendizado e Desenvolvimento dos seus Colaboradores? As empresas precisam analisar o grau de importância das pessoas na entrega de sua proposta de valor aos seus clientes e stakeholders.
    A missão, visão e valores deve estar enraizada no coração e nas ações dos colaboradores, e não pregados em uma parede no papel A3 com a imagem de um alvo.
    Crescer requer treinar, qualificar e motivar os seus colaboradores, é o que tornará sua empresa única dentre tantas outras, e, quem sabe, ser reconhecida pelo Great Place to Work (GPTW). Existem teorias que norteiam as empresas a chegarem neste nível. O impossível é só uma questão de opção.

Conclusão

É fácil falar de planejamento estratégico, mas entender como o paranauê funciona é para poucos.
Conecte-se com as ferramentas de gestão que podem ampliar a performance da sua empresa. Nós da JH Consultoria acreditamos que todas as empresas tem o potencial de serem competitivas e únicas no mercado.

“Nos tempos atuais, se você não inovar, morre.”
Ram Charan.

Com os votos de Fé, Esperança e Planejamento,

Jefferson Henrique

Jefferson Henrique
CEO na JH Consultoria
março 19, 2022